Uma das homenagens às pessoas falecidas mais populares no Brasil, as flores têm as vendas aquecidas durante o Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro. Em Pouso Alegre, lojistas conversaram com a equipe do Jornal da Cidade sobre a expectativa de vendas tanto no Cemitério Municipal quanto no Cemitério Park Jardim do Céu.

Gerente em uma floricultura que trabalha com atacado e varejo, Akiko conta que é esperado neste ano um aumento de 40% nas vendas de crisântemos e palmas, que são as flores mais procuradas na data.

“Me preparei pra vender cerca de 3 mil dessas flores e vasos nesta época, mas tem gente também que procura outros tipos de flores, algumas mais requintadas, por exemplo, como orquídeas. É mais raro”, disse a gerente.

Além da venda na loja, muitas bancas montadas nas portas dos cemitérios no Dia de Finados incrementa as vendas. “Chego a vender de 500 a 700 vasos durante todo o dia. No Municipal na rua Comendador José Garcia, vendo cerca de 250. No portão de baixo, umas 180 mais ou menos. Já no Jardim do Céu, o número quase dobra e chega a 450 vasos vendidos”, conta.

Segundo um desses lojistas, os preços variam de R$ 6 a 25 entre as flores mais populares, como os crisântemos.

Já para a empresária Maria Rita de Almeida, de 34 anos, as vendas no período que antecede Finados não são grandes e nem compensa muito. Ela conta que, mesmo em frente aos cemitérios, os lucros são baixos. Ela conta que leva 30 vasos de crisântemos, palmas, rosas e orquídeas para os cemitérios e revela que o lucro não chega a R$ 100,00 no dia.

“Para a floricultura, não compensa. Tem muito vendedor ambulante, que não trabalha na área, mas está lá no dia com flores e velas. Por isso, temos que vender as flores 70% mais baratas do que venderíamos na loja. Não adianta colocar o preço normal. As pessoas não compram. Meus vasos variam entre R$ 15 e R$ 20”, disse e muitos reclamam e no final acabam levando por R$ 10”.

Monique também pondera que a crise influencia no desempenho do comércio de flores. “Normalmente vendemos toda mercadoria que levamos, mas não podemos exagerar. As pessoas andam indo só para visitar os túmulos e pronto. Também tem a crise. Se o movimento estiver fraco, nem fico lá o dia todo, muitos fazem arranjos em casa e outros por recomendações levam flores de plástico mesmo.”

O proprietário de outra floricultura da cidade com venda no atacado e varejo, Antônio Ferreira, concorda com Maria Rita. Segundo ele, a procura pelas flores típicas de Finados já foi maior. “Esse ano caiu 40% em relação ao ano passado”, revelou.

Muitos que ali se encontram arriscam tudo, em flores, velas, caixas de fósforos para aumentar o seu faturamento doméstico e teve um que recitou: “Até nas flores se notam, a diferença do sorte, umas enfeitam a vida e outras enfeitam a morte”.

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