Mesmo passando por problemas financeiros por conta da falta de repasses, o Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL) não deixa de mostrar sua excelência no atendimento e procedimentos médicos. Nesta semana, o médico Ricardo Vinícius Carvalho Teixeira, cirurgião e urologista do HCSL, juntamente com sua equipe, realizou o primeiro procedimento cirúrgico de eletrovaporização na próstata em Pouso Alegre. “Neste procedimento usamos o plasma que é um meio de tratamento hiperplasia prostática. Uma técnica nova, menos invasiva, que tem um risco de sangramento menor e usado em pacientes com risco elevado”, explica Ricardo Teixeira.

A eletrovaporização é feita através da uretra. Uma câmera com um eletrodo é inserido através da uretra. Ao chegar à próstata, é realizada uma cauterização de parte da glândula, com o intuito de “abrir passagem” na uretra. Trata-se de uma reação térmica, e por isso chamada de vaporização. “A técnica reduz o tempo de procedimento, a taxa de sangramento e o tempo de internação. Esses benefícios são fundamentais no tratamento dos pacientes que necessitam desse procedimento. Agradeço o apoio da direção do Hospital que propiciou que fizéssemos esse procedimento com muito sucesso em Pouso Alegre pela primeira vez”, conta o médico.

O médico do HCSL explica sobre o tratamento da hiperplasia prostática. “Explicando de forma bem simples a hiperplasia prostática benigna é caracterizada pelo crescimento nodular da próstata pela ação do hormônio testosterona. Trata-se de um aumento benigno deste órgão, portanto, diferencia-se do câncer. Ela acomete 50% dos homens com mais de 50 anos e 90% dos homens com mais de 90 anos, sendo uma enfermidade de comum ocorrência e diretamente proporcional à idade do paciente. No homem normal, a próstata pesa cerca de 20g, chegando a crescer aproximadamente 4g por década em indivíduos com hiperplasia prostática. Por se localizar logo abaixo da bexiga e envolver a uretra, a próstata aumentada pode comprimir a uretra, diminuindo o seu calibre e dificultando a passagem da urina. A urina estagnada favorece o aparecimento de infecções e cálculos renais”, esclarece o urologista Ricardo Teixeira.

Fonte: Ascom FUVS

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