Existem em Pouso Alegre apenas 16 câmeras de monitoramento do programa Olho Vivo, que foram espalhadas estrategicamente pela cidade. O que a população não tem conhecimento é que estes equipamentos não estão funcionando como deviam. A informação que chega a redação do JC segundo dados da polícia militar, é que apenas duas ainda enviam imagens.

O fato foi levantado quando no último dia 20 de maio, criminosos atiraram contra uma das câmeras que fica na rotatória da Avenida Perimetral, por ocasião do assalto a Caixa Econômica Federal (CEF) mas o equipamento já não funcionava.

De acordo ainda com a Polícia Militar, uma ou outra imagem de apenas duas câmeras até chega na central de monitoramento, mas não de forma contínua. Pelo menos outras seis câmeras como essa estão em ruas e avenidas próximas de onde a quadrilha agiu. O capitão da PM, Maximiliano Soares, explicou que, se as imagens estivessem chegando na central sistematicamente, teria sido possível acompanhar o deslocamento do comboio em direção a agência atacada.

No caso da ocorrência de segunda-feira, 20/5 elas teriam auxiliado e muito na identificação do deslocamento do comboio, a passagem dos veículos até chegar no objetivo da quadrilha que era atacar uma agência da Caixa em Pouso Alegre. Por outro lado, auxiliaria também, no rastreamento para a operação de cerco e bloqueio após o ataque, porque seria possível visualizar de imediato, a rota de fuga traçada pelos autores, coisa que não foi possível no momento da ação da quadrilha, justamente pela indisponibilidade de imagens ou informações imediatas para construir um cerco e bloqueio informou o capitão.

No entanto, as imagens dos marginais e a ação dos mesmos foram registradas por moradores com seus celulares e por câmeras de segurança dos próprios estabelecimentos comerciais que ficam próximos ao banco. As imagens mais nítidas foram do posto de combustíveis Tiger que também fica na rotatória.

O que foi mostrado deixa a cidade em alerta, criminosos especializados neste tipo de assalto, armados com fuzis entram na loja de conveniência e rendem funcionários do posto e quem lá se encontrava. Um deles que faz parte do bando de assaltantes pega um refrigerante, outro pega um maço de cigarros e atira no computador da loja. Do lado de fora, um grupo de pessoas foi feita reféns, obrigados a tirar a camisa e colocados em situação submissa nesta rotatória.

Na sequencia os criminosos explodem os cofres da CEF e fogem tão rápidos quanto chegaram sem serem vistos e percebidos pelas câmeras do olho vivo existentes na cidade. O capitão da PM, Maximiliano Soares, explicou a uma agência de notícias que os equipamentos necessitam de manutenção para voltarem a funcionar. As câmeras foram instaladas na cidade em 2014 pelo governo do estado em parceria com o município mas nunca tiveram manutenção. Pelo convênio consta que o estado instalou essas câmeras com todo o cabeamento em fibra ótica e montou a sala de monitoramento. Desde então o município ficou responsável em fornecer o pessoal para operar esta Central de Monitoramento e cuidar das necessárias básicas nos equipamentos coisa que parecem não estão sendo feito, uma vez que apenas duas das 16 estão funcionando na cidade.

Em nota, a Prefeitura Municipal de Pouso Alegre informou que está em andamento o processo licitatório para contratar uma empresa que fará a manutenção das câmeras de monitoramento do Programa Olho Vivo. Não foi informado porém se há um prazo para o serviço voltar a funcionar na cidade.

Direto da Redação com informações da PMMG

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