Os Produtores de queijo de Minas Gerais conquistaram 50 medalhas no 4º concurso “Mondial du Fromage et des Produits Laitiers”, realizado entre os dias 2 e 4 de junho na cidade de Tours, na França. Segundo a organização, foram 952 inscritos de 15 diferentes países. Os queijeiros do estado levaram desde de medalhas de bronze até o super ouro, maior condecoração da disputa.

João Gabriel Craveiro e Carolina Craveiro

Carolina Craveiro, 30 anos e seu esposo João Gabriel Craveiro, 31 anos, um casal paulista, que se mudou para Careaçu-MG em Janeiro de 2018, quando se casaram em Junho desse mesmo ano e começou a vida a dois na roça, como sempre sonharam.

Carolina, fez o primeiro curso do Senar “Derivados do Leite”, onde aprendeu sobre os queijos tradicionais mussarela, frescal, meia cura, etc… Porém sempre pesquisou queijos diferentes para produzir, até que encontrou a História do Queijo Senzala da produtora Marly Leite da cidade de Araxá-MG. Diante disso, conseguiu entrar em contato com ela e esta lhe ofereceu ensinar o tradicional Queijo Minas Artesanal (muito comum na região da Canastra, Serro e Araxá), sem pensar duas vezes foi pra lá em Novembro de 2018 começou a produzir esse queijo a partir de então.

Mês passado ela lhe mandou um convite para participar de um concurso, pois a SertãoBras iria levar os queijos de alguns produtores do Brasil, e Carolina juntamente com seu esposo João Gabriel sentiram se honradas em poder estar entre eles.

O Concurso “Mondial Du Fromage”, aconteceu na cidade de Tours na França, nos dias 2, 3 e 4 de Junho, contou com 953 queijos de 20 países, sendo entre eles 138 queijos mineiros. Esse é o Maior concurso de queijos do mundo, e pela primeira vez participando do evento, o Queijo Craveiro ganhou a Medalha de Prata na categoria de queijos de Casca Florida (o famoso mofo branco) muito tradicional na França.

Essa inesperada conquista foi uma honra para eles, e acredito ser de grande importância para a região sul mineira. Na regiões da Canastra, Serro e Araxá a tradição e a cultura são comuns, mas aqui não. Até onde sabemos, são os únicos que produzem esse tipo de queijo. O que mostra o valor da dedicação e do amor ao que se faz. Queremos com essa matéria chamar a atenção para nossa região, mostrar que a cultura dos Queijos Artesanais podem ser inseridas e valorizadas em todo o Estado Mineiro. O sítio fica no bairro da Penha em Careaçu.

Destaque

Ao todo, Minas Gerais levou 50 medalhas, enquanto o Brasil levou 56. No último concurso, o estado havia levado 11 medalhas. Entre as regiões produtoras premiadas em Minas Gerais, destaque para a Serra da Canastra, que acumulou 24 das 56 medalhas brasileiras no concurso. Três delas foram super ouro: 03 medalhas em Delfinópolis, que fica no Sul de Minas, 02 em Piumhi, 01 em Medereiros, 01 em Bambuí e 17 em São Roque de Minas, cidades que ficam no Centro-Oeste de Minas.

O melhor desempenho da Serra da Canastra, até então, havia sido em 2017, com a conquista de três medalhas de prata. O crescimento foi comemorado pelos produtores da região.

Queijo no Sítio Craveiro

Os produtores do Sul de Minas ganharam 11 medalhas. Em Cruzília, foram três para a empresa que leva o nome da cidade e tem na origem dinamarquesa uma de suas mais fortes características. Com inovação na categoria de cremosos, a empresa ganhou a medalha de prata com um requeijão feio com queijo Gruyére. O terceiro prêmio de Cruzília foi a medalha de bronze para o queijo Dagano, conhecido como queijo dos “Vikings”. Os três premiados estão em fase de lançamento.

Já em Alagoa, a Fazenda Bela Vista levou a medalha de ouro com o Queijo Artesanal de Alagoa de 60 dias e prata com os queijos de 120 e 45 dias.Já o empresário Osvaldo Martins de Barros Filho, levou a medalha de prata. Ele apresentou o queijo Alagoa Pequena, de parceiros de sua empresa. Ele já havia conquistado um bronze no mesmo concurso, dois anos atrás, quando se tornou um dos responsáveis por um processo de modernização da produção queijeira na cidade

Em Carrancas, cidade que faz parte da microrregião do Campo das Vertentes, produtora de Queijo Minas Artesanal, o produtor José Orlando Ferreira Junior, do Queijo Bicas da Serra, levou a medalha de bronze. Este é o primeiro prêmio internacional do produtor, que já foi medalha de ouro no concurso estadual de São Roque de Minas, em 2018, e no prêmio nacional de queijo artesanal, em 2017, realizado em São Paulo.

Além dos prêmios pela qualidade do queijo, a Queijos Cruzília e Queijos D’Alagoa também foram homenageadas pela ‘Guilde Internationale des Fromagers’ (ou Grêmio Internacional dos Queijeiros) pelo trabalho realizado em suas respectivas cidades.

Mas qual é o segredo de um queijo premiado?

Mesa de queijos no concurso, 157 metros lineares

Os concursos nacionais também aparecem como uma chance para que os produtores despontem na produção de queijos. Anderson Pereira Maciel é um dos produtores de Cruzília (MG) premiados em um concurso em Juiz de Fora (MG), que reúne dezenas de queijeiros todos os anos.

Os queijos desenvolvidos por Anderson já levaram o primeiro e segundo lugar na categoria, com o Queijo Gouda, e destaque especial com o queijo Pataca, uma nova receita baseada na tradição dos escravos.

A receita não é revelada dizem que trata-se de um segredo guardado a sete chaves. Nossos parabéns a Carolina Craveiro que buscou a redação da TVJC para contar sua história, falar um pouco do concurso e demonstrar sua alegria em ter participado de tão importante evento que eleva os queijos artesanais produzidos no Sul de Minas principalmente, quando se é premiada no 4º concurso “Mondial du Fromage et des Produits Laitiers” na França. A todos os nossos parabéns e as páginas do JC para que outras histórias de sucesso nos sejam enviadas para divulgação, o que de certa forma também muito nos honra. Parabéns e obrigado!

Direto da Redação

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