O programa de hoje, comandado por José Henrique Alves e Donizete Barbosa, trás como convidado especial, José Borges do Couto, hoje com 75 anos. De tanto apreciar refrigerante, foi batizado de Grapete, uma marca recém lançada de uvas, por fregueses do bar de seu pai. Ele nos bastidores confidenciou que nunca se interessou em ganhar “algum” do fabricante por causa da divulgação.

Foi para o Atlético F.C. por intermédio de seu pai, que era atleticano. O presidente Felício Brandi até que tentou e fez de tudo para levá-lo para o Cruzeiro, mas o contrato ficou engavetado e isso o impediu de se transferir permanecendo no Atlético. Ao todo foram 486 jogos, entre 1964 a 1975, como profissional do Atlético, onde foi titular por 13 anos. No início da carreira, venceu a concorrência de Willian e Graziani e se tornou titular. Foi ídolo da Massa devido à maneira como jogava. Para ele, todo jogo era como uma decisão.

Liderança

Grapete era considerado líder no futebol, já que discutia com os dirigentes sobre premiação e reivindicava apoio aos jovens vindos da base. Não foi um jogador que marcava gols, mas era feliz por impedir que os adversários fizessem. O que o deixava chateado era fazer gol contra. Teve muitas alegrias como jogador profissional e se tornou o maior ídolo dos pousoalegrenses.

Grapete recorda-se, por exemplo, que esteve presente no jogo de inauguração do Mineirão, atuando pela seleção mineira contra o River Plate, em 5 de setembro de 1965. A seleção ganhou por 1 a 0, com gol de Buglê. E Grapete vestiu a amarelinha quando o Atlético representou a seleção brasileira e derrotou a Iugoslávia por 3 a 2.

Na conquista do primeiro título mineiro da era Mineirão, em 1970, ele estava presente. Disputou 20 dos 21 jogos da campanha. Ganhou também o Brasileiro de 71 e a Taça Minas Gerais de 75. Teve vários parceiros formando a zaga e se identificava melhor com Vantuir Galdino, seu parceiro na defesa atleticana em 71.

Marcador do Pelé

Grapete acredita que uma discussão com o diretor de futebol Walmir Pereira o impediu de seguir no Galo. Ele se transferiu então para o América de São José do Rio Preto (SP), onde jogou por 60 dias apenas quando resolveu pendurar as chuteiras.

Como bom profissional em campo, Grapete sabia, como poucos, marcar Pelé sem dar pancada, tanto que o Rei o considerava um marcador leal. Grapete esteve presente no oitavo encontro de ex-atletas do Atlético, na Vila Olímpica em 2017. Disse que foi muito bom para matar a saudade dos amigos e recordar momentos importantes da carreira, que não tem nenhum remorso de sua passagem pelo Atletico de Minas Gerais, o Galo. Hoje o cidadão, José Borges do Couto recorda esses momentos vividos no futebol no programa “Conversa de Boteco” e revela que não esquece os amigos que fez no futebol, como Ronaldo, Dario, Buião, Pedrilho, Wanderlei Paiva e outros, que veio para o Galo por sua recomendação. Relembra ainda que trabalhou com técnicos como Marão, Gerson dos Santos, Fleitas Solich, Yustrich e Telê Santana. Na mesa do Boteco, com Zé & Doni num bate papo descontraído, as emoções do maior ídolo do futebol de Pouso Alegre é descortinado e a verdade de alguns fatos vem a tona, nesta entrevista homenagem que a TV jornal da cidade presta ao convidado desta semana, Grapete. Vale a pena conferir!

Apresentação: José Henrique & Donizete Barbosa
Direção: Neilo Machado – Produção e Imagens: Anderson Campos – Gravado nos estúdios da TVJC

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